Governo do Estado do Rio Grande do Sul
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Situação epidemiológica/dados

* Atualizado em maio de 2019.

MUNDO

Nos últimos anos, casos de sarampo têm sido reportados em várias partes do mundo e, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), os países dos continentes europeu e africano registraram o maior número de casos da doença, inclusive com internações e óbitos.

A partir de 2017, as Américas vem registrando casos considerados importados ou relacionados a importação. Em 2018, até 29/12, já foram confirmados mais de 16.514 casos, 85 óbitos, envolvendo 11 países, sendo que destes, cerca de 5.643 casos foram registrados na Venezuela e 73 óbitos. Em 2019, conforme a Organização Pan Americana da Saúde (OPAS), as Américas já possuem o registro de mais de 600 casos confirmados de sarampo, distribuídos em 10 países.

BRASIL

Em 2016, o Brasil recebeu o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo pela OMS e a região das Américas foi declarada livre do sarampo. Antes da certificação, os últimos casos de sarampo, no Brasil, foram registrados no ano de 2015, em surtos ocorridos nos Estados do Ceará (211 casos), São Paulo (2 casos) e Roraima (1 caso), associados ao surto do Ceará.

Em 2018, o Brasil enfrentou a ocorrência de surtos em 11 estados, um total de 10.326 casos confirmados, assim distribuídos: Amazonas (9.803), Roraima (361),Pará (79), Rio Grande do Sul (46), Rio de Janeiro (20), Sergipe (4), Pernambuco (4), São Paulo (3), Bahia (3), Rondônia (2) e Distrito Federal (1). Neste período foram registrados 12 óbitos nos estados do Amazonas (06), Roraima (04) e Pará (02).

Em 2019, o Brasil perdeu o certificado de eliminação do sarampo, apresentando a reintrodução do vírus, devido a continuidade de sua circulação por mais de 12 meses no país. Os dois estados que continuaram registrando casos em 2019 foram Amazonas (5) e Pará (23), sendo o último caso confirmado no Pará em fevereiro.

O último caso de rubéola no Brasil ocorreu em 2009 e de Síndrome da Rubéola Congênita (SRC), em 2010. Em 29 de maio de 2015 a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) declarou que a região das Américas se tornou a primeira no mundo a estar livre da transmissão endêmica da rubéola e da SRC (doença viral contagiosa que quando adquirida durante a gestação pode causar várias malformações ao nascimento e morte fetal).

SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA NO RS

O Rio Grande do Sul encontra-se sem a circulação do vírus autóctone do sarampo desde 1999, da rubéola desde 2008 e da Síndrome de Rubéola Congênita (SRC) desde 2009. O último caso autóctone de sarampo no Rio Grande do Sul ocorreu em Caxias do Sul, na segunda metade de 1999. De 2000 a 2009 não houve casos de sarampo no Estado. 

No ano de 2010 foram confirmados 08 casos de sarampo vinculados à importação, com genótipo B3, que circulava no continente africano, logo após os jogos da copa do mundo na África do Sul. Em 2011, assim como o Brasil, o Estado sofreu novas importações, desta vez com 07 casos pelo genótipo D4, que circulava predominantemente na Europa.

No período de 2012 a 2017 o RS não apresentou importações. Contudo em 2018, o Estado confirmou 46 casos de sarampo, distribuídos em 05 municípios: São Luiz Gonzaga (01), Porto Alegre (39), Vacaria (01), Viamão (03) e Alvorada (02).

Descrição do surto de sarampo no RS, em 2018: 

Em março de 2018, o RS confirmou um caso isolado de sarampo residente no município de São Luiz Gonzaga. O caso foi de uma criança de 11 meses, fora da faixa-etária da vacina, que realizou viagem com a família para a Europa. O genótipo do vírus identificado foi o B3, que estava circulando no continente europeu  e alguns países africanos e asiáticos no corrente ano.

Em maio, o RS confirmou seu segundo caso de sarampo, sendo de uma estudante de 25 anos, que esteve em Manaus, onde já estava ocorrendo surto de sarampo. Inicialmente estão vinculados a este caso outros 11 casos residentes em Porto Alegre, Vacaria e Viamão. Porém, observou-se a partir da confirmação de outros casos que, provavelmente, houve mais uma cadeia de transmissão no município de Porto Alegre. O último caso no Estado foi confirmado na Capital e teve a data de exantema em setembro de 2018. Os resultados dos isolamentos virais já recebidos destas cadeias de transmissão, identificam o vírus com genótipo D8, o mesmo identificado na Venezuela e outros estados do Brasil.

Perfil dos casos confirmados de sarampo em 2018 (46 casos): 

Dos casos confirmados, 76,1% são do sexo masculino, 72% na faixa-etária de 15 a 29 anos e 93,2% dos casos não apresentou registro vacinal ou estavam com esquema vacinal incompleto para a idade.

A vigilância se mantém ativa e a maioria dos indicadores de qualidade tem atingido a meta proposta pela OMS/OPAS, conforme apresentado no Quadro 1 - Série Histórica dos Indicadores de Qualidade da Vigilância Epidemiológica das Doenças Exantemáticas, RS, 2007 a 2018*.

Indicadores Qualidade 2007 2018  RS
Indicadores Qualidade 2007 2018 RS

Arquivos anexos

Secretaria da Saúde