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Mês de abril marca o início da vacinação contra a gripe no Rio Grande do Sul

No Estado são mais de cinco milhões de pessoas que fazem parte dos grupos prioritários

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Mais de 2 milhões de idosos no Estado devem se vacinar contra a Influenza.
Mais de 2 milhões de idosos no Estado devem se vacinar contra a Influenza. - Foto: Camila Domingues - Arquivo Palácio Piratini

As primeiras 356 mil doses de vacinas contra a gripe (influenza) já foram distribuídas pela Secretaria Estadual da Saúde (SES) aos municípios. Com isso, apesar de oficialmente a data de início da campanha ser na próxima segunda-feira (07/04), as prefeituras já podem dar início à vacinação assim que receberem as unidades, o que algumas cidades gaúchas já divulgaram ter começado nesta semana.

Ao todo, o público-alvo da estratégia no Rio Grande do Sul é composto por mais de 5,3 milhões de pessoas. Elas fazem parte dos grupos prioritários, selecionados pelo Ministério da Saúde por serem de maior risco de agravamento ou de maior exposição.

Grupos prioritários para a vacinação e público estimado no RS:

- Crianças de 6 meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias): 830.039

- Gestantes (qualquer período gestacional): 90.731

- Idosos (a partir dos 60 anos de idade): 2.314.385

- Trabalhadores da saúde: 453.057

- Puérperas (até 45 dias após o parto): 14.915

- Professores dos ensinos básico e superior: 153.385

- Povos indígenas: 41.091

- Pessoas em situação de rua: 4.128

- Profissionais das forças de segurança e de salvamento: 28.178

- Profissionais das Forças Armadas: 38.899

- Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais (independentemente da idade): 665.072

- Pessoas com deficiência permanente: 464.668

- Caminhoneiros: 128.564

- Trabalhadores do transporte rodoviário coletivo (urbano e de longo curso): 29.034

- Trabalhadores portuários: 4.051

- Trabalhadores dos Correios: 5.347

- Funcionários do sistema de privação de liberdade: 6.745

- População privada de liberdade, além de adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas (entre 12 e 21 anos): 34.948

- Total: 5.324.874

Acesse aqui a tabela com as estimativas populacionais por município do RS

 

Meta

A meta é vacinar 90% das gestantes, crianças e idosos. Para os demais grupos que serão vacinados na estratégia especial, não é estipulado uma meta, visto que o número de pessoas é um valor estimado. Esse índice, contudo, ficou abaixo do esperado nos últimos anos: 79,3% em 2021; 65,2% em 2022; 56,4% em 2023 e 52,3% em 2024.

Uma das novidades a partir deste ano é a inclusão da vacina da gripe no Calendário Nacional de Vacinação para crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos (a partir de 60 anos de idade), tornando permanente a proteção para esses públicos. Ou seja, a vacinação a esses públicos fica disponível ao longo do ano todo (a partir da chegada das doses).

Outros grupos também poderão receber a vacina, como os profissionais da saúde, professores, forças de segurança, população privada de liberdade, pessoas com comorbidades e demais selecionados conforme critérios do Ministério da Saúde.

Proteção

A vacinação é considerada a melhor estratégia de prevenção contra a influenza e possui capacidade de promover imunidade durante o período de maior circulação dos vírus, reduzindo o agravamento da doença, as internações e o número de óbitos.

A influenza é uma infecção respiratória viral aguda que afeta o sistema respiratório, de elevada transmissibilidade, distribuição global e com tendência a se disseminar facilmente em epidemias sazonais, podendo também causar pandemias. Os casos de influenza podem variar de quadros leves a graves e podem levar ao óbito.

A vacina contra influenza é produzida no Brasil pelo instituto Butantan. As vacinas das campanhas atuais são trivalentes e protegem contra os tipos de vírus influenza A (de dois subtipos H1N1 e H3N2) e influenza B, que são os vírus de maior importância epidemiológica, de acordo com a própria Organização Mundial da Saúde (OMS).

Situação epidemiológica no RS

São contabilizados para registro epidemiológico os casos de hospitalizações por síndromes respiratórias agudas graves (SRAG), caracterizadas por quadros de síndromes gripais, dispneia (desconforto respiratório) e/ou sinais de gravidade, como baixa saturação de oxigênio no sangue. Quando identificado um caso com essas características no momento da internação, é feita a coleta de amostras (secreção nasal) para a realização de exame.

Entre os vírus que são possíveis de detecção estão a influenza, a covid-19 e o vírus sincicial respiratório (VSR). Para a melhor visualização das notificações desses tipos de hospitalizações, a SES, por meio do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), dispõe desde 2023 desses dados em um painel aberto para consulta e acompanhamento, disponível em ti.saude.rs.gov.br/srag. Nele, as notificações podem ser filtradas por lugar (Estado, cidades, coordenaria regional), tempo (datas do início dos sintomas), evolução (internado, recuperado ou óbito) e perfil das pessoas (faixa etária, sexo e raça).

Ressalta-se, no caso da gripe influenza, o aumento registado nos últimos anos, com 2024 o período de maior número de casos (SRAG) e óbitos na série histórica após a pandemia de H1N1 ocorrida em 2009.

Ano - Casos de SRAG por Influenza / Óbitos por Influenza

2011 - 267 / 14

2012 - 807 / 68

2013 - 565 / 73

2014 - 189 / 25

2015 - 89 / 9

2016 - 1.377 / 212

2017 - 440 / 48

2018 - 622 - 98

2019 - 475 / 76

2020 - 16 / 2

2021 - 148 / 16

2022 - 1.036 / 140

2023 - 1.065 / 135

2024 - 2.326 / 288

2025 (até 01/04) - 102 / 5

Fontes:

Secretaria da Saúde