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Atuação de municípios para eliminar transmissão vertical de HIV, sífilis e hepatites é avaliada pelo Ministério da Saúde

O reconhecimento da qualidade da assistência no pré-natal, no parto e no puerpério é feito por meio de selos e de certificação

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Um grupo de 20 pessoas  em frente a um serviço de saúde com uma placa: Serviço de Atenção Integral à sexualidade,em Bagé os serviços de saúde foram avaliados pela equipe do Ministério da Saúde e da Saúde do Estado
Em Bagé os serviços de saúde foram avaliados pela equipe do Ministério da Saúde, acompanhada por profissionais do Estado - Foto: Divulgação SES

Uma equipe da Secretaria da Saúde (SES) acompanhou, nesta semana, um grupo de técnicos e especialistas do Ministério da Saúde (MS) que visitaram os serviços de saúde de Bagé. O objetivo foi avaliar o desempenho do município na eliminação da transmissão vertical (da mãe para o bebê) de HIV, sífilis e hepatites e verificar se ele cumpre os requisitos para receber o selo ouro de boas práticas do ministério. Em 2024, Bagé obteve o selo prata.

No início de julho, o MS já havia avaliado os serviços de Porto Alegre, para a concessão do selo prata de boas práticas na eliminação da transmissão vertical de HIV, e de Cachoeirinha, para concessão do certificado de eliminação desse tipo de transmissão do vírus. Os selos e os certificados são concedidos pelo MS, com apoio da Organização Pan-Americana da Saúde e reconhece os municípios que atingem metas previamente estabelecidas. A entrega aos municípios do RS avaliados deve ocorrer no final deste ano.

A transmissão vertical ocorre quando a criança é infectada durante a gestação, o parto, e, em alguns casos, durante a amamentação. A eliminação dessa forma de contágio é possível por meio de diagnóstico, tratamento e prevenção realizados durante o pré-natal. A taxa de transmissão vertical do HIV pode ser reduzida a menos de 2%, da mesma forma que a sífilis congênita pode ser evitada, se a mãe for diagnosticada e tratada adequadamente durante a gestação.

O processo de validação para obtenção da certificação e do selo segue critérios que envolvem aspectos técnicos, epidemiológicos, laboratoriais e de direitos humanos. Para conferir a qualidade da assistência no acompanhamento pré-natal, no parto, no puerpério e no seguimento da criança, são realizadas visitas em unidades de saúde da atenção primária e em serviços especializados, como ambulatórios e maternidades de hospitais. O trabalho da vigilância em saúde municipal no monitoramento e no controle dessas doenças também é avaliado.

Desde 2019, a SES tem aplicado, em conjunto com os municípios, um plano de ação para melhorar os indicadores do Rio Grande do Sul. O trabalho envolve capacitações das equipes, reforço de campanhas para a população sobre cuidados e prevenção dessas doenças, formação de uma rede de centros regionalizados de atenção integral e prevenção às infecções sexualmente transmissíveis, HIV/Aids e coinfecções (Craips).

Certificação

A certificação pelo Estado se aplica a municípios com população entre 50 mil habitantes e 100 mil habitantes, ao passo que o reconhecimento nacional é destinado àqueles com população acima de 100 mil habitantes, que precisam alcançar índices e metas estabelecidas pelo MS. De acordo com os resultados obtidos, os municípios podem receber o certificado pela eliminação da transmissão vertical do HIV, Sífilis e hepatite B ou o selo de boas práticas, que pode ser dos níveis ouro, prata ou bronze.

A eliminação da transmissão vertical é uma meta global da Organização Mundial da Saúde e do Pacto Nacional para a Eliminação da Transmissão Vertical de HIV, Sífilis, Hepatite B e Doença de Chagas.

Critérios

  • Taxas reduzidas de transmissão vertical
  • Alta cobertura de pré-natal e testagem para HIV, sífilis e hepatite B nas gestantes
  • Tratamento adequado das gestantes
  • Cobertura vacinal em recém-nascidos
  • Qualidade e completude dos dados nos sistemas de informação e investigação dos casos
    Reconhecimento no RS

Até dezembro de 2024, os municípios de Bagé, Carazinho, Lajeado, Santo Ângelo, Campo Bom e Cruz Alta, Santa Cruz do Sul, Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Erechim e Sapucaia do Sul já possuíam algum tipo de reconhecimento.

  • Bagé: certificado de eliminação da transmissão vertical do HIV e selo prata de boas práticas
  • CaxiasSul: certificado de eliminação da transmissão vertical do HIV e selo bronze de boas práticas em evolução para o certificado de eliminação da hepatite
  • Bento Gonçalves: certificado de eliminação da transmissão vertical do HIV
  • Erechim: certificado de eliminação da transmissão vertical do HIV
  • Santa Cruz do Sul: certificado de eliminação da transmissão vertical do HIV
  • Sapucaia do Sul: selo prata de boas práticas em evolução para o certificado de eliminação da transmissão vertical do HIV

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