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Especialistas destacam importância do diálogo e acolhimento na prevenção do suicídio

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Seminário na UFCSPA contou com a participação de mais de 600 pessoas.
Seminário na UFCSPA contou com a participação de mais de 600 pessoas. - Foto: Divulgação/SES

Mais de 600 pessoas participaram nesta terça-feira (10) do V Seminário Intersetorial de Promoção da Vida e Prevenção do Suicídio. Na oportunidade, especialistas reforçaram a importância do diálogo e acolhimento para evitar esses casos extremos. A atividade, direcionada a profissionais de áreas como a saúde, segurança e assistência social, foi realizada na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Essa é uma das atividades alusivas ao Setembro Amarelo, considerado o mês de conscientização sobre a prevenção ao suicídio.

A promoção dos eventos é do Comitê Estadual de Promoção da Vida e Prevenção do Suicídio, que conta com a participação de várias áreas da Secretaria da Saúde (SES) e secretarias estaduais da Educação, Segurança Pública, Administração Penitenciária e Justiça, Cidadania e Direitos Humanos. Também fazem parte do comitê entidades não governamentais, como o Centro de Valorização da Vida e a Cruz Vermelha.

Um dos convidados para o evento foi o psiquiatra e professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Hélio Rocha. Na sua palestra ele trouxe estudos que apontaram que quase a metade das pessoas que cometeram suicídio procurou algum tipo de atendimento médico no mês anterior ao ato. “A rede de saúde precisa reconhecer os sinais de um comportamento suicida, fazer esse diagnóstico e saber agir”, comenta. “Deve-se fazer com que a pessoa se sinta aberta para falar, ela quer ser compreendida, e uma pergunta quando bem feita vale por muitas outras que não foram feitas”, completa.

A psicóloga Priscila Lawrenz também reforçou a questão do acolhimento ao usuário nos diferentes serviços da rede, por diferentes profissionais com formações distintas. “É um mito que não se pode evitar um suicídio, a maioria das tentativas podem ser impedidas se feita uma intervenção oportuna, pois a pessoa geralmente dá avisos do que irá fazer”, comenta.

Priscila aponta alguns sinais de alerta do comportamento suicida:

- Falar do desejo de morrer

- Falar sobre sentimentos de vazio, desesperança e falta de razões para viver

- Isolamento

- Sensações de dor emocional e física incontroláveis

 - Mudança nos hábitos de alimentação e sono

- Agitação e ansiedade

 

Suicídios no RS

O Rio Grande do Sul registrou em 2017 (ano mais recente com dados fechados) 1.342 suicídios. Isso representa uma taxa de 12,7 casos por 100 mil habitantes, uma das três maiores do Brasil. Em casos absolutos, a faixa etária mais comum são as pessoas dos 40 aos 59 anos. Embora, proporcionalmente à população, são os idosos acima dos 70 anos que apresentam a maior incidência.

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