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Vigiar para prevenir: 10 anos do CEVS

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A imagem mostra o Secretário Paz sorrindo.
Francisco Paz: o CEVS cresceu e se consolidou nestes 10 anos - Foto: Divulgação SES/RS

O Centro Estadual de Vigilância em Saúde do Rio Grande do Sul (CEVS/RS) comemora dez anos nesta segunda-feira (5). A instituição é um departamento da Secretaria Estadual de Saúde (SES) e é responsável por desenvolver atividades relacionadas à vigilância. O centro surgiu com o intuito de integrar as vigilâncias sanitária, ambiental, epidemiológica e de saúde do trabalhador.
Dentre as atribuições do CEVS estão o apoio às vigilâncias municipais e à capacitação dos técnicos, assim como à difusão de informações relacionadas à saúde e à melhoria da qualidade de vida da população.
O CEVS já teve em sua direção cinco nomes: Francisco Paz, Celso dos Anjos, Laura Cruz, Sirlei Famer, Denise Sarti, e a atual diretora, Marlina Bercini.
A seguir dois depoimentos, iniciando pelo secretário adjunto da SES, Francisco Paz, médico que dirigiu o Centro durante os primeiros oito anos de sua criação, fala sobre os motivos que levaram à unificação das vigilâncias e à criação da instituição.
Em outro depoimento, a diretora do CEVS, a pediatra e sanitarista Marilina Bercini, fala do momento atual e dos principais desafios da instituição. A médica atua há 33 anos na SES e foi uma das precursoras na criação do CEVS.

Depoimento do médico Francisco Paz:

O que levou a criação do CEVS? Como foi este processo?
Em 2003, existia um movimento nacional para desenvolver a Vigilância em Saúde, além disso, o VigiSus era um projeto do RS para organizar as vigilâncias sobre um comando único. Na época eu, Celso dos Anjos e Alethéa Sperb nos reunimos e foi decidido que juntaríamos a Sanitária, o Controle de Zoonoses, a Saúde do Trabalhador e a Divisão de Doenças transmissíveis.
A Sanitária e a Zoonoses já estavam no prédio que atualmente é a sede do CEVS, a saúde do trabalhador e a Doenças transmissíveis foram logo depois.

Como foi o processo de construção da instituição e quanto tempo durou?
Um grupo formado por mim, Marilina Bercini, Jane Leonardo, Laura Cruz, Aírton Fischmann, Salzano Barreto, Alethéa Sperb e Celso dos Anjos se reuniu e discutiu os conceitos básicos da vigilância e a constituição do Centro. Esta discussão levou cerca de 60 dias.
Então, estabelecemos as diretrizes e começamos a aumentar a equipe e reformamos o prédio. Em seguida, no ano de 2004, juntamente como planejamento estratégico, decidimos como poderíamos proceder para que o Centro funcionasse a pleno. O planejamento estratégico resultou nas seis divisões que compõem o CEVS, e que permanecem até hoje. Neste meio tempo foi criada a biblioteca e o Boletim Epidemiológico que já era um compromisso desde o início.

Como surgiu o nome CEVS?

Depois que o CEVS começou a administrar os recursos, aumentar a frota e priorizar uma padronização, percebemos que o centro deveria ter um nome, assim como um logotipo. Ambos foram decididos em votação com todos os servidores que ali trabalhavam. 

 
Como o sr. vê o CEVS, depois de ter participado de todo o processo de estruturação?
O CEVS cresceu e se consolidou durante estes 10 anos.
Antes, a vigilância era um instrumento acessório, hoje ela é um instrumento importante e indispensável para a saúde pública do Rio Grande do Sul.

Depoimento da diretora do CEVS, Marilina Bercini:

Desde que a sra. assumiu a direção, quais foram as principais mudanças? 
Nesses dois meses na direção do CEVS, buscamos identificar e ultrapassar os nós críticos que dificultam o trabalho da Vigilância em Saúde. Para tanto, reorganizamos as coordenações das Divisões, procurando também qualificar os processos de trabalho internos e fortalecer o papel do CEVS na estrutura da SES/RS. Posso citar também a consolidação do projeto do Informativo de Vigilância em Saúde.

Quais são os projetos e os planos para a instituição de agora em diante? 
Estamos organizando uma oficina de planejamento estratégico para discutir os rumos do CEVS nos próximos anos, levando em conta os resultados alcançados e em que precisamos avançar.
O fortalecimento da infraestrutura para o funcionamento do CEVS e dos Núcleos Regionais de Vigilância em Saúde (NUREVS) das Coordenadorias Regionais de Saúde (CRS) também é uma meta, além do aperfeiçoamento do Disque Vigilância e Ouvidoria no CEVS.
A implementação do processo de educação, ensino e pesquisa no CEVS é uma prioridade, assim como o fortalecimento do processo de planejamento, monitoramento e avaliação das ações de Vigilância em Saúde.

Como foi a evolução da vigilância nestes 10 anos? 
Demos um salto de qualidade, pois partimos da existência de Divisões trabalhando separadas dentro da estrutura da SES e evoluímos para um Departamento, no caso o CEVS. Com isso, as ações foram integradas, numa visão de Vigilância em Saúde, mais ampla e abrangente, propiciando o monitoramento contínuo de riscos, doenças e agravos e a execução de ações de controle, prevenção e promoção da saúde. Como exemplo de ações bem-sucedidas, estão o controle de doenças como sarampo e rubéola, ações de estímulo à atividade física, alimentação saudável e o combate ao tabagismo. São positivos também o monitoramento crescente dos riscos ambientais ligados ao solo, ar e água e das emergências em saúde pública, a vigilância sanitária de alimentos, produtos e serviços de saúde.


Qual a importância do CEVS para a população do RS?
O CEVS tem a importante missão de identificar doenças, riscos e agravos à saúde, principalmente as transmissíveis, como meningites, dengue e tuberculose, e não transmissíveis, como hipertensão e neoplasias, acidentes e violências. Esses são problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, dos processos de trabalho, de produtos e da prestação de serviços e que, acima de tudo, representam um desafio permanente na adotação e recomendação de medidas de prevenção, controle e eliminação ou erradicação dessas doenças, riscos e agravos.

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