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Evento celebra 25 anos da Triagem Neonatal no Rio Grande do Sul

Desde que foi criado, o Serviço de Referência em Triagem Neonatal avaliou mais de 2,5 milhões de recém-nascidos no Estado

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Evento realizado em auditório, com uma pessoa discursando em púlpito com microfone. Ao fundo, um telão exibe “25 anos SRTN RS Triagem Neonatal” com logotipos institucionais. À direita, um grupo de pessoas está sentado em cadeiras, e há decoração com balões nas cores branco e lilás, além de bandeiras.
Teste do Pezinho se tornou exame símbolo da triagem neonatal. - Foto: Guga Stefanello

Para marcar os 25 anos de criação da triagem neonatal no Rio Grande do Sul, o Serviço de Referência em Triagem Neonatal (SRTN) e as secretarias municipal e estadual de Saúde, promoveram, nesta sexta-feira (12/6), um encontro em comemoração à data. O evento ocorreu no auditório do Conselho Regional de Medicina do RS (Cremers) e apresentou um panorama histórico da política pública, desde a implantação no Sistema Único de Saúde (SUS), em 2001, até os dias atuais. 

Conhecido popularmente como Teste do Pezinho, o exame se tornou símbolo da triagem neonatal, representando importante avanço no diagnóstico, tratamento e acompanhamento de condições de saúde em bebês. Realizado entre o 3º e o 5º dia vida, o Teste do Pezinho integra o Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), que constitui uma das mais importantes políticas públicas de promoção da saúde infantil do Sistema Único de Saúde (SUS). Ao completar 25 anos, o programa reafirma sua relevância na identificação precoce de doenças que, quando diagnosticadas e tratadas de forma oportuna, contribuem para melhores condições de saúde, desenvolvimento e qualidade de vida das crianças. 

Representando a Secretaria da Saúde, a diretora-geral adjunta, Claudia Daniel, agradeceu a todos os profissionais de saúde e famílias envolvidas no sucesso do serviço ao longo dos anos. Muito mais do que um exame, trata-se de uma política pública essencial para detectar doenças que podem comprometer o desenvolvimento”, disse.  

Essa conquista é resultado do esforço coletivo e das equipes multiprofissionais qualificadas que atuam desde a atenção primária até os serviços especializados. Isso representa um cuidado com a vida desde o início. O programa evoluiu e ampliou o escopo, se tornando uma política sólida. É um momento de reconhecimento pelo caminho trilhado até aqui e de reafirmarmos nosso compromisso com o futuro”, enfatizou Claudia. 

Uma mulher branca, de cabelos longos, castanhos e cacheados e usando um óculos de grau de armação vermelha posicionada atrás de um púlpito transparente, utilizando microfone, durante uma apresentação em ambiente interno. Ao fundo, um telão exibe a marca “25 anos SRTN RS Triagem Neonatal”, com logotipos institucionais. Há decoração com flores e balões ao lado do púlpito, indicando um evento comemorativo.
Diretora geral adjunta falou sobre como a política pública é essencial no estado. - Foto: Guga Stefanello

No Rio Grande do Sul, 75% dos recém-nascidos são triados pelo SRTN, que funciona no Hospital Materno Infantil Presidente Vargas. Ao longo desses 25 anos, mais de 2,5 milhões de recém-nascidos foram avaliados e cerca de 2,6 mil crianças tiveram diagnóstico confirmado para doenças contempladas pelo programa, recebendo acompanhamento e tratamento especializados. Atualmente, a triagem neonatal realizada no Estado contempla fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme e outras hemoglobinopatias, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita, deficiência de biotinidase e toxoplasmose congênita.   

A coordenadora do SRTN, Vivian Coutinho, também falou da alegria que representa poder dar continuidade a um trabalho que se iniciou há mais de duas décadas. “O sucesso do programa depende do empenho de cada um e hoje, além do trabalho assistencial realizado pelas equipes dos laboratórios e dos ambulatórios, estamos contribuindo para a produção técnica e científica com o objetivo de proporcionar um começo de vida mais saudável”, afirmou.  

O Hospital Materno Infantil Presidente Vargas, como serviço de referência, é responsável pela coordenação técnica do programa no Estado, pela confirmação diagnóstica dos casos suspeitos e pelo acompanhamento especializado das crianças diagnosticadas. Sua atuação  em conjunto com a rede de maternidades, de atenção primária e de serviços especializados  tem sido fundamental para a consolidação e a qualificação contínua da triagem neonatal no Rio Grande do Sul. 

A celebração dos 25 anos do PNTN representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido por profissionais, gestores, instituições e famílias que contribuíram para transformar o diagnóstico precoce em uma oportunidade concreta de cuidado, prevenção de sequelas e promoção da saúde para milhares de crianças brasileiras. 

O evento, que contou com o apoio do Instituto Alma Mater na organização e logística e do Cremers na cessão do espaço, teve ainda como parceiros a Sociedade de Pediatria, a Sociedade Brasileira de Triagem Neonatal, a Casa dos Raros, o Instituto Atlas Ibio Social, a Associação Brasileira Addisoniana e a Associação Riograndense de Propaganda. 

A programação incluiu homenagens e palestras sobre os seguintes temas: 

  • Evolução Laboratorial do SRTN-RS em 25 anos;  

  • Hiperplasia adrenal congênita: a intensidade dos 12 anos de triagem neonatal do RS; 

  • Fibrose cística: da implantação da triagem neonatal à era da medicina de precisão;  

  • 25 anos da anemia falciforme e hemoglobinopatias: avanços, desafios e perspectivas; 

  • Hipotireoidismo congênito: experiências, conquistas e legados;  

  • Mesa multidisciplinar de fenilcetonúria;   

  • Mesa de ampliação e parcerias da triagem neonatal SUS”. 

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