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Simpósio sobre novo anticorpo que protege bebês contra bronquiolite reforça importância da imunização pelo SUS

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Evento reuniu profissionais de saúde que atuam nos 97 hospitais com maternidades vinculadas ao SUS no Rio Grande do Sul
Evento reuniu profissionais de saúde que atuam nos 97 hospitais com maternidades vinculadas ao SUS no Rio Grande do Sul - Foto: Divulgação/SES

A Secretaria da Saúde (SES), por meio do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), realizou nesta quarta-feira (4/3), em Porto Alegre, um simpósio para aprofundar o debate sobre o novo anticorpo nirsevimabe. O imunizante foi recentemente incorporado pelo Ministério da Saúde (MS) ao Sistema Único de Saúde (SUS) para proteger bebês contra a infecção pelo vírus sincicial respiratório (VSR), principal causa de bronquiolite e pneumonia em crianças pequenas.

O evento ocorreu no anfiteatro do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) e reuniu profissionais de saúde que atuam nos 97 hospitais com maternidades vinculadas ao SUS no Rio Grande do Sul, além de equipes das coordenações municipais de imunização. O objetivo foi alinhar orientações técnicas sobre a estratégia, esclarecer dúvidas sobre indicações e manejo, além de reforçar a importância da proteção oferecida pelo nirsevimabe, especialmente durante o período de maior circulação do vírus.

Na abertura do evento, a diretora do Cevs, Tani Ranieri, destacou a relevância da nova estratégia para reduzir o número de hospitalizações por VSR. Ela ressaltou ainda que a ação ocorre de forma articulada com a vacinação de gestantes, outra iniciativa recente, incorporada ao SUS no final do ano passado.

Durante o encontro, foram apresentados fluxos, protocolos e normativas que orientam a aplicação do anticorpo no Estado, bem como informações sobre o panorama epidemiológico do VSR.

Nova estratégia de proteção

O nirsevimabe é um anticorpo de dose única, aplicado diretamente no bebê, que fornece proteção imediata contra o VSR. A estratégia é voltada para:

  • Todos os bebês prematuros, nascidos com menos de 37 semanas de gestação;
  • Crianças de até 24 meses com comorbidades que aumentam o risco de casos graves (durante a sazonalidade do vírus, de fevereiro a agosto).

O Rio Grande do Sul recebeu o primeiro lote do imunizante em janeiro, e as aplicações começaram em fevereiro. A administração ocorre nas maternidades ou em unidades de saúde da rede pública. Novas remessas serão enviadas ao Estado conforme a disponibilização de lotes pelo MS.

A chefe da Seção de Imunizações do Cevs, Eliese Denardi, explicou que esta etapa inicial da estratégia também inclui, de forma excepcional, as crianças prematuras que atualmente têm até seis meses de vida. Isso significa que bebês nascidos antes de 37 semanas de gestação, entre setembro de 2025 e fevereiro de 2026, estão contemplados para receber o imunizante. 

Ela reforçou ainda a importância de que os profissionais consultem o site Cevs para obterem informações sobre a Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais (RIE) e destacou a necessidade de registrar corretamente as doses no sistema, dado essencial para o envio de novas remessas ao Estado.

O Rio Grande do Sul recebeu o primeiro lote do imunizante em janeiro, e as aplicações começaram em fevereiro.
O Rio Grande do Sul recebeu o primeiro lote do imunizante em janeiro, e as aplicações começaram em fevereiro. - Foto: Divulgação/SES

Proteção para os mais vulneráveis

O VSR é um vírus respiratório comum, mas que pode causar quadros graves em bebês, especialmente prematuros e crianças com condições de saúde prévias. Como recém-nascidos ainda não possuem o sistema imunológico completamente desenvolvido, a proteção imediata oferecida pelo anticorpo representa um avanço significativo na prevenção de bronquiolite e pneumonias associadas ao vírus.

Em 2024, o Rio Grande do Sul registrou quase 2,6 mil internações de bebês de até um ano por infecções causadas pelo VSR, com maior concentração entre maio e julho.

A SES reforça que as famílias devem procurar a maternidade onde o bebê nasceu ou a unidade básica de saúde de referência para verificar a disponibilidade, as datas e os locais de aplicação.

Experiência no Hospital de Clínicas

A programação do encontro também contou com um espaço para o compartilhamento da experiência do HCPA com o nirsevimabe. Em cerca de três semanas, desde o recebimento das primeiras doses, o hospital já imunizou 50 bebês atendidos na instituição. O médico Maurício Colvero, chefe do setor de Neonatologia, apresentou resultados de estudos clínicos internacionais que demonstram a redução das internações e de casos graves, especialmente entre crianças prematuras.

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