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Rio Grande do Sul já realizou mais de mil transplantes nos primeiros seis meses de 2026

Foram realizados 367 procedimentos com órgãos sólidos e 728 com tecidos (córneas, osso, pele e medula óssea)

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Imagem com fundo em tom degradê suave que vai do bege claro ao cinza. No lado esquerdo, há um texto em destaque, escrito em letras maiúsculas e em cor rosa: “GESTOS DE AMOR DURAM PRA SEMPRE.”
Na parte inferior esquerda, aparecem três ícones de corações sobrepostos nas cores verde, vermelho e amarelo. Abaixo dos ícones, está o texto: “O amor vive” e, em linha menor, “seja um doador de órgãos”.
Mais ao centro inferior, há a identificação institucional “SECRETARIA DA SAÚDE”. À direita, o logotipo do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, acompanhado do texto “GOVERNO DO ESTADO RIO GRANDE DO SUL” e do slogan “O futuro nos une.” O logotipo inclui a silhueta de perfis humanos estilizados nas cores verde, vermelho e amarelo.
No lado direito da imagem, há uma ilustração detalhada de um coração humano anatômico. O coração está decorado e envolto por flores de diversas cores, folhas e pequenos ramos. Entre as flores, aparecem borboletas coloridas ao redor da ilustração, dando a sensação de leveza e vida.
A composição combina elementos científicos (o coração humano) com elementos naturais (flores e borboletas), reforçando a ideia de vida, cuidado e continuidade associada à doação de órgãos.
Imagem ilustrativa de uma das campanhas de doação de órgãos promovidas pela Secretaria da Saúde

Nos primeiros seis meses de 2026, mais de mil transplantes de órgãos foram realizados no Rio Grande do Sul. De acordo com a Central de Transplantes do RS, foram 367 órgãos sólidos (rim, fígado, coração e pulmão) e 728 tecidos (córneas, osso, pele e medula óssea) transplantados entre janeiro e segunda semana deste mês de junho.

Ao todo, já foram realizados 1.095 transplantes: 455 de córnea, 274 de rim, 112 de medula óssea, 95 de osso, 73 de tecido escleral (a parte branca do olho), 61 de fígado, 17 de coração, 15 de pulmão e 3 de pele. O número de procedimentos está muito próximo dos 1.215 transplantes registrados no primeiro semestre de 2025.

No Estado, 2.978 pessoas aguardam um órgão. A maior fila é para transplante de rim, com 1.481 indivíduos. Outros 1.226 aguardam um transplante de córnea, enquanto a fila de espera por um fígado tem 152 pessoas. Para reduzir esse tempo aguardando pelo procedimento, a Secretaria da Saúde adota estratégias como campanhas de conscientização da população para doação de órgãos e a qualificação das equipes hospitalares para que notifiquem a Central de Transplantes sobre possíveis doadores.

É o caso de um transplante de rim realizado na última sexta-feira (12/6), que foi possível por causa da primeira doação de órgão ocorrida no Hospital São Vicente de Paulo, em Osório. No final de 2025, uma equipe de médicos da instituição participou de uma capacitação na Organização de Procura de Órgão, vinculada ao Sistema Estadual de Transplantes, no Hospital São Lucas, em Porto Alegre. Com a qualificação, foi possível realizar a notificação em tempo hábil para que fosse feita a captação por uma equipe da Santa Casa de Porto Alegre.

“A ampliação dos hospitais notificantes é de suma importância. Todo hospital que tem UTI potencialmente terá sempre casos de pacientes em morte encefálica. O que ocorre muitas vezes é essa condição não ser detectada e, por conseguinte, não ser notificada”, ressaltou o coordenador da Central de Transplantes do RS, Rogério Caruso. “Essa doação de órgãos no Hospital de Osório mostra a evolução na qualificação do atendimento prestado no local”, destacou.

Em 2025, o Rio Grande do Sul realizou 2.446 transplantes, o que representa um aumento de 8% no número de procedimentos em relação a 2024.No ranking nacional, o Estado ocupa o terceiro lugar em transplantes de rim, atrás somente de São Paulo e Minas Gerais.

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