Secretaria da Saúde participa de capacitação para fortalecer resposta a emergências e desastres
A capacitação busca ampliar a qualificação técnica de seus profissionais para atuação em cenários de crise
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Integrantes de diversos setores da Secretaria da Saúde (SES) participaram nesta quarta-feira de uma capacitação voltada à preparação e ao manejo de situações de desastres e emergências, ampliando a qualificação técnica de seus profissionais para atuação em cenários de crise. A atividade, realizada na Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs), em Porto Alegre, integra os esforços do Estado para fortalecer a capacidade de resposta do sistema público de saúde diante de eventos extremos, acidentes com múltiplas vítimas e outras situações que exigem atuação rápida, coordenada e segura.
O curso Disaster Management and Emergency Preparedness (DMEP) é um programa de imersão destinado a profissionais de saúde de nível superior e gestores que atuam na cadeia de atendimento a desastres. A formação aborda estratégias para o gerenciamento de eventos causados por fenômenos naturais ou pela ação humana que provoquem impactos significativos à população, à infraestrutura e aos serviços essenciais.
“As chuvas intensas que atingiram diferentes regiões do Estado recentemente reforçam a importância de estarmos cada vez mais preparados para responder rapidamente às emergências em saúde. A atuação integrada entre Estado, municípios, hospitais e equipes de saúde tem sido fundamental para garantir a continuidade do atendimento à população, ao mesmo tempo em que apoiamos a recuperação das estruturas afetadas e o fortalecimento da capacidade de resposta da nossa rede”, afirmou a secretária da Saúde, Arita Bergmann.
Durante a capacitação, os participantes aprofundam conhecimentos em planejamento de emergências, sistema de comando de incidentes, triagem de vítimas, resposta pré-hospitalar e intra-hospitalar, além de temas como queimaduras, explosões, acidentes com produtos químicos e radioativos, atendimento a vítimas pediátricas e estratégias de recuperação pós-desastre. O conteúdo combina atividades teóricas e exercícios práticos, permitindo que os profissionais vivenciem cenários simulados e desenvolvam competências para a tomada de decisões em situações críticas.
Preparação e resposta
A participação de integrantes da secretaria no curso está alinhada às ações que vêm sendo implementadas pelo governo do Estado para ampliar a resiliência da rede de saúde e aprimorar a gestão de emergências, especialmente diante do aumento da frequência e da intensidade dos eventos meteorológicos extremos registrados nos últimos anos.
Entre as iniciativas já adotadas estão a criação do Grupo Setorial de Gestão de Emergências em Saúde Pública (SEGESP) e a implantação do Sistema de Comando de Incidentes (SCI), estruturas que fortalecem a coordenação das respostas em saúde durante crises e desastres. O trabalho é articulado ao Gabinete Integrado de Gerenciamento de Desastres (GIGED), promovendo maior integração entre os diferentes órgãos envolvidos no atendimento à população.
“Nas visitas que realizamos aos hospitais de Pelotas e Santiago, vimos de perto os impactos que eventos climáticos severos podem causar sobre serviços essenciais para a população. Ao mesmo tempo, constatamos a dedicação das equipes que mantiveram o atendimento mesmo em condições adversas”, explicou a secretária adjunta da SES, Lisiane Fagundes.
O Estado também conta com o Plano Estadual de Contingência para Chuvas Intensas, que organiza ações para garantir o funcionamento dos serviços de saúde, o acesso à água potável, o atendimento à população vulnerável, a remoção de pacientes e o apoio psicossocial em momentos de emergência.
Outra frente importante é o programa Vigidesastres, responsável pela qualificação de equipes em todo o território gaúcho para o monitoramento de riscos e a organização de respostas locais, além do Sistema de Informação de Emergências, que reúne dados estratégicos para subsidiar decisões rápidas e coordenadas.
“A qualificação permanente dos profissionais, somada aos investimentos em infraestrutura, vigilância e gestão de riscos, fortalece a capacidade do Estado de proteger a população, assegurar a continuidade dos serviços de saúde e responder de forma cada vez mais eficiente às emergências e aos desastres”, concluiu Lisiane.