Inovações deverão diminuir o tempo de espera por ambulância em 2020
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Encerrando a sequência de matérias sobre o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, hoje vamos apresentar as inovações trazidas pela Secretaria da Saúde (SES) em 2019, a fim de diminuir o tempo que os pacientes esperam na cena da ocorrência até a chegada da ambulância. “O trabalho que realizamos nos últimos meses deve refletir em diminuição do tempo-resposta do Samu em 2020”, explicou a coordenadora estadual de urgências e emergências, Marly Moraes Lima.
Em novembro, foi lançado pelo Governo do Estado o aplicativo Chamar 192. O app permite que o usuário preencha informações como nome, idade e sexo, assim como mostra a localização exata da ocorrência via GPS. Ao ligar para o Samu por meio do aplicativo, não é mais necessário repassar os dados básicos para o Telefonista Auxiliar de Regulação Médica (Tarm), pois todas essas informações são repassadas automaticamente para a Central Estadual de Regulação das Urgências. Isso pode reduzir o tempo da ligação em até 2 minutos. O restante do processo de regulação permanece inalterado.
Desde o início do funcionamento do app até o dia 14 de dezembro, a Samu registrou 86 pedidos de socorro por este meio.
Regulação remota
Na regulação remota compartilhada, todo o caminho da regulação segue o mesmo padrão da tradicional, apresentada na última reportagem. A diferença, porém, é que o médico regulador não está na Central Estadual, em Porto Alegre, mas na própria cidade da ocorrência. A tela do sistema utilizado pela regulação é compartilhada entre a Central Estadual e os profissionais na cidade que possui a regulação remota, como em Santa Maria, por exemplo.
A ligação é atendida pelo Tarm na Central Estadual e repassada para o médico regulador no seu município. “Desta forma, o médico conhece melhor a região e a população, sabe se o local da urgência tem acesso fácil e quais são os melhores meios para chegar mais rapidamente. Também há a vantagem desse médico ter menos chamadas para priorizar do que aqueles profissionais que regulam as chamadas de quase todo o Estado”, fala a coordenadora Marly. Para dar um exemplo, a Central Estadual regulou uma média de 756 ocorrências por dia em outubro. Em Santa Cruz do Sul, que é um município que está implantando a regulação compartilhada, a média por dia durante esse mesmo período foi de 19 atendimentos.
Há dois tipos de regulação remota que os municípios que tiverem interesse em implantar esse método podem escolher: um em que o médico regulador faz apenas a regulação e outro em que médico regulador também faz parte da equipe socorrista. Durante o período em que este profissional estiver em atendimento junto à ambulância, a regulação volta a ser realizada por meio da Central Estadual.
As cidades que estão inciando com a regulação remota compartilhada no Estado é Santa Maria, Bento Gonçalves e Santa Cruz do Sul.
Central Estadual de Regulação em Saúde Mental
Foi inaugurada em dezembro a Central Estadual de Regulação em Saúde Mental, para facilitar o acesso dos usuários aos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), ambulatórios especializados em saúde mental, comunidades e residenciais terapêuticos e a leitos psiquiátricos em hospitais gerais e especializados. Também abrange a regulação das urgências e emergências, por meio do Samu. Aqueles que ligarem ao 192 em consequência de surtos psiquiátricos ou risco de suicídio, receberão o atendimento de um médico regulador especialista na área. Até então, essas chamadas eram reguladas por um médico não especialista.
“Essa mudança permite que tenhamos respostas mais resolutivas e mais especializadas nas urgências da área psiquiátrica”, esclarece o diretor do Departamento de Regulação Estadual, Eduardo Elsade. “Nossa equipe médica recebeu o reforço de profissionais do Hospital Psiquiátrico São Pedro e do projeto Telessaúde, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), trabalhando integrados à Central Estadual do Samu”, conclui.