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Estado já investiu R$ 401 milhões em equipamentos para hospitais do SUS por meio do Avançar Mais na Saúde

Entre os investimentos, Rio Grande do Sul passou ter a mais moderna mesa para cirurgias de correção da escoliose em crianças

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A imagem mostra uma sala cirúrgica equipada, com uma mesa de operação central revestida por um acolchoado azul e diversos acessórios posicionados sobre mesas auxiliares de inox ao redor. No teto, há dois focos cirúrgicos iluminando a área principal. O ambiente é amplo, organizado e preparado para procedimentos de coluna, reunindo suportes, almofadas e instrumentos específicos.
Mesa de correção da escoliose no Hospital São Vicente de Paulo torna cirurgias mais rápidas e eficazes - Foto: Divulgação Hospital Santo Antônio

Voltado para qualificar a rede hospitalar do Rio Grande do Sul, o Avançar Mais na Saúde, programa do governo estadual executado pela Secretaria da Saúde, já investiu R$ 401,3 milhões em equipamentos para a melhoria da estrutura dos hospitais e o atendimento da população pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O investimento do programa na rede hospitalar já soma R$ 920 milhões, incluindo os recursos para obras nos hospitais, de R$ 518,9 milhões. No total, o Avançar Mais na Saúde assegurou recursos de R$ 1,2 bilhão para a rede de saúde do Estado, com aportes também na atenção básica, atenção farmacêutica e na infraestrutura das secretarias municipais de saúde.

Além do reforço na estrutura, com a construção, reforma e ampliação de espaços nos prédios, o Avançar foi fundamental para modernizar os equipamentos de diagnóstico e de tratamento dos hospitais.

Com recursos do programa, já foram adquiridos 19 mamógrafos, instalados em 18 municípios, dez equipamentos de ressonância magnética, 31 aparelhos de raios-x e 21 tomógrafos. Outros 158 equipamentos de hemodiálise reforçaram o tratamento de pacientes em 14 municípios, evitando, em várias situações, que tivessem de se deslocar para outra cidade.

Foi o que aconteceu no setor de hemodiálise da Santa Casa de Santa Vitória do Palmar, na Região Sul. A aquisição dos equipamentos necessários foi viabilizada por meio de um repasse de R$ 1 milhão do governo do Estado e, antes da implantação do serviço, pacientes da região com doenças renais crônicas – especialmente aqueles que dependem de tratamento contínuo – precisavam se deslocar até 480 quilômetros, entre ida e volta, para realizar o procedimento. Agora os pacientes são atendidos na própria cidade.

Avanços na correção da escoliose infanto-juvenil

Um dos aspectos do programa é a inovação. É o caso de um investimento de R$ 555,5 mil reais no Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), de Passo Fundo. Com os recursos, foi comprada e instalada uma mesa com suportes para cirurgias de deformidades da coluna vertebral em crianças. O equipamento é o único no Rio Grande do Sul utilizado neste tipo de cirurgia (há somente três no país).

A imagem mostra um grupo de pessoas reunidas em uma sala hospitalar, observando e discutindo um equipamento médico composto por peças acolchoadas azuis. No fundo, há monitores, aparelhos clínicos e uma placa com a sigla “HSVP” na parede, indicando o ambiente técnico e institucional.
Em fevereiro, secretária Arita Bergmann e vice-governador Gabriel Souza conferiram novos equipamentos no São Vicente de Paulo - Foto: Arthur Vargas/ACS SES

“É a melhor mesa que existe em nível mundial”, explica o cirurgião ortopédico Luís Gustavo Calieron, responsável pelo Serviço de Escoliose do HSVP. “É uma mesa  elaborada para facilitar a correção da escoliose. Como é feita de carbono, a colocação dos parafusos fica muito mais fácil e mais rápida porque não tem o metal das mesas tradicionais. Como é feita para todos os tipos de deformidade, ajuda no posicionamento do paciente. Deixa o abdome totalmente livre”.

Nos casos mais graves, de escoliose neuromuscular, crianças e adolescentes não conseguem sequer se sentar, passando a maior parte do tempo deitadas. A cirurgia possibilita a correção da coluna vertebral para que possam ter uma vida normal dentro das condições pelas quais são afetados. “O paciente pode ficar sentado e começa a ver o mundo de frente. É uma diferença enorme. É a vida de uma pessoa que começa”, acrescenta Calieron.

Redução da necessidade de transfusão após a cirurgia, com menor sangramento, menor risco de lesões decorrentes da posição do paciente durante o tempo de duração do procedimento, que dura de seis a oito horas, e mais facilidade na correção das deformidades estão entre as vantagens possibilitadas pelo novo equipamento. Desde a primeira, em 29 de agosto do ano passado, foram realizadas 34 cirurgias para corrigir deformidades complexas de coluna de crianças e adolescentes.

“Nós fazemos uma cirurgia em bem menos tempo. Antes, fazíamos uma cirurgia por semana. Com essa mesa, se o caso não é grave, fazemos duas por dia pelas facilidades que oferece”, disse ainda Calieron. O HSVP é referência para todo o Estado neste tipo de cirurgia.

Modernização tecnológica

A imagem mostra uma enfermaria com várias camas hospitalares vazias. O ambiente é simples, com paredes claras, janelas ao fundo, colchões azuis e alguns travesseiros. Há equipamentos básicos de suporte à beira dos leitos e iluminação natural entrando pelas janelas.
Unidade de internação do Hospital Santo Antônio antes - Foto: Divulgação Hospital Santo Antônio

O Avançar também possibilitou aos hospitais regionais a atualização tecnológica, além da reforma do espaço, com ganhos de atendimento e mais conforto e cuidado para os pacientes. No Hospital Santo Antônio, em Tenente Portela, após um investimento de R$ 621 mil através do programa Avançar na modernização da unidade pediátrica, foram instalados novos equipamentos no espaço.

“Antes, era um ambiente precário em um prédio de 50 anos e com equipamentos antigos. Hoje, temos mais segurança e conforto para os pacientes pediátricos, com leitos de internação e também de isolamento, tendo em vista a alta demanda em pacientes com síndromes respiratórias”, explicou a presidente da instituição, Mirna Braucks. 

Com o investimento de R$ 16,2 milhões do Avançar no hospital, também foram substituídos os monitores multiparâmetros e as camas da unidade de tratamento intensivo (UTI), com a instalação, também, de uma central de monitoramento dos pacientes em estado crítico, proporcionando mais segurança.

A imagem mostra uma enfermaria moderna com várias camas hospitalares alinhadas, todas com estrutura branca e colchões azuis. O ambiente é amplo, organizado e bem iluminado, com cadeiras de apoio e equipamentos médicos fixados na parede ao fundo.
Unidade de internação do Hospital Santo Antônio depois - Foto: Divulgação Hospital Santo Antônio

Já o centro cirúrgico, que recebeu microscópios, mesa, foco de teto, laser para vasectomias, torre de vídeo para cirurgias bariátricas, equipamentos para cirurgias de catarata e aparelho de anestesia, entre outros. O hospital é referência em cirurgias de média e alta complexidade para todos os municípios da 2ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), realizando em média de 800 a mil procedimentos cirúrgicos por mês.

A imagem mostra uma pessoa usando vestimenta cirúrgica ao lado de um equipamento médico moderno, composto por um braço robótico com lentes e um monitor acoplado em uma base com rodízios. O cenário é uma sala clínica clara e organizada, com piso liso e mobiliário hospitalar ao fundo.
Médico Herrison Duarte, do Hospital Santo Antônio de Tenente Portela - Foto: Divulgação Hospital Santo Antônio

O médico neurocirurgião do Hospital Santo Antônio, de Tenente Portela, Herrison Duarte, que atua há três anos na instituição, sentiu no cotidiano os benefícios dos novos equipamentos: “Com os equipamentos de última geração obtidos com os recursos do Estado, conseguimos atuar de forma mais precisa, eficaz e em tempo oportuno, e isso salva vidas”. 

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