Comunicadores recebem orientações sobre a abordagem do suicídio na mídia e redes digitais
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Profissionais da comunicação estiveram reunidos na Associação Médica do RS (Amrigs), em Porto Alegre, na tarde de quinta-feira (28) participando da capacitação “Calar ou noticiar? Como abordar o suicídio na mídia e redes digitais”. O encontro fez parte da programação do Setembro Amarelo no Estado e contou com o apoio da secretaria estadual da Saúde.
O objetivo foi orientar e sensibilizar os profissionais sobre o correto tratamento da complexa questão do suicídio e sua divulgação. Como facilitadores, foram convidados especialistas da área da saúde mental e comunicadores com experiencia editorial sobre o assunto.
A capacitação foi promovida pelo Comitê Estadual de Promoção da Vida e de Prevenção ao Suicídio, Associação de Psiquiatria do Rio Grande do Sul (APRS) e Centro de Valorização da Vida (CVV).
Segundo o Boletim Epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde e referente ao período 2011-2015, a taxa de suicídios no Brasil aumentou 12% em quatro anos. Em 2011, exatamente quando a notificação passou a ser obrigatória, foram registradas 10.490 mortes, contra 11.736 em 2015, uma elevação de 5,3 para 5,7 a cada 100 mil brasileiros. O Ministério da Saúde também publicou uma cartilha para jornalistas com recomendações de como noticiar casos de suícídio sem tornar o fato alarmista ou motivador de novos suicídios.
O médico Rafael Moreno, do Comitê de Prevenção do Suicídio da Associação de Psiquiatria do RS, alertou que a divulgação de casos não deve indicar forma ou método usado pelo suicida, não deve ter destaque e nem detalhes sobre o fato.
Participaram como palestrantes, a especialista em saúde mental, Marilise Fraga de Souza, a psiquiatra Berenice Rheinheimer, a psicóloga Claudia Weyne Cruz e a jornalista Paula Sperb. Por vídeo, os presentes contaram com as contribuições dos jornalistas Leticia Duarte e André Trigueiro.