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Com recursos e apoio a gestores, Estado reforça atenção básica para atendimento à população

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UBS São Leopoldo
A UBS Padre Orestes, em São Leopoldo, é um dos 440 estabelecimentos ligados à atenção básica afetados pelas chuvas no Estado - Foto: Divulgação/ Prefeitura de São Leopoldo

Até esta quarta-feira (29), a maior catástrofe climática da história do Rio Grande do Sul afetou 471 municípios, com 47.651 pessoas ainda desabrigadas. A estrutura de saúde foi uma das mais atingidas: 663 estabelecimentos de saúde que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 179 municípios sofreram algum dano, segundo levantamento da Secretaria da Saúde.

Do total, 440 fazem parte da Atenção Primária à Saúde (APS), fundamental na organização da rede de saúde em um cenário de  surtos de doenças como a leptospirose e complicações das condições crônicas pré-existentes. O desastre climático também contribui para o surgimento e agravamento de questões de saúde mental entre a população, devido ao estresse sofrido, além de aumentar a exposição de grupos já vulneráveis, como crianças, gestantes e puérperas, pessoas idosas e outros grupos como populações indígenas e quilombolas, a situações de violência.

O cenário tem levado o Governo do Estado através da Secretaria da Saúde, a reforçar as ações voltadas para fortalecer a Atenção Primária. No último dia 13, foi feito um repasse extraordinário de R$ 12 milhões para a contratação de equipes multidisciplinares de saúde mental para atuar em 84 municípios. A prioridade foi para locais que registraram óbitos ou que tenham registrado mais de 100 desabrigados durante a enchente. 

Também foram destinados outros R$ 12,7 milhões à Atenção Primária à Saúde dos 497 municípios gaúchos. Em parcela única e extraordinária, os recursos são voltados para o custeio de serviços e ações no enfrentamento dos eventos climáticos no Estado.

O Departamento de Atenção Primária e Políticas de Saúde (Dapps), em conjunto com servidores das Coordenadorias Regionais de Saúde que são referência na atenção primária, também vêm dando apoio aos profissionais e gestores municipais na organização e na implementação de estratégias a serem desenvolvidas.

Foram desenvolvidos materiais de apoio para gestores e profissionais de saúde ou voluntários, disponíveis no link https://linktr.ee/dapsrs. Também vêm sendo realizadas capacitações, como a live “Gestão da APS em Situações de Emergência”, realizada no dia 20 em parceria com a Secretaria de Atenção Primária do Ministério da Saúde e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde RS (Cosems/RS), tendo como público-alvo os gestores municipais do RS. A gravação está disponível no canal do Youtube DAPS https://www.youtube.com/watch?v=_ryCkXpZhzQ&t=12s. 

Na última segunda-feira (27). também foi realizada a live “Condutas Clínicas de APS em Situações de Emergência”, em parceria entre a Secretaria da Saúde, TelessaúdeRS e Cosems/RS, tendo como público-alvo os trabalhadores da saúde. Condutas clínicas frente às doenças mais comuns relacionadas aos alagamentos causados pelas enchentes, além dos materiais que a vem produzindo, estão entre os temas discutidos. O evento pode ser acompanhado no endereço https://www.youtube.com/watch?v=pAWn7ETiLzM.

“A gente nunca teve nem no nosso Estado e nem no país uma situação de emergência com  uma dimensão tão grande. E não foram pouco afetados. Os municípios foram muito afetados na sua estrutura e nas suas equipes”, disse a diretora do DAPPS, Marilise Fraga de Souza. “Hoje, temos municípios em diferentes situações. Alguns vivendo a fase aguda, com as ruas alagadas. E municípios que já estão pensando na reconstrução. A gente precisa dar as respostas com o timing de cada município e apoio aos gestores porque a atenção primária será muito importante na recuperação do Estado”.

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