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Governo inaugura reforma da unidade de internação de saúde mental de hospital em São Francisco de Paula

As adequações e a ampliação do local melhoram a qualidade do atendimento a pacientes psiquiátricos e seus familiares

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Quarto hospitalar recém-preparado, com duas camas hospitalares lado a lado, ambas com grades laterais e roupas de cama em tons de azul e branco. Entre as camas, há um criado-mudo e, ao fundo, armários claros fixados à parede. Quatro pessoas estão em pé entre as camas, posando para registro do ambiente. O espaço é amplo, bem iluminado, com paredes claras, piso liso e aparência de unidade de internação nova ou reformada.
Nova unidade vai melhorar significativamente o atendimento aos pacientes internados. - Foto: Arthur Vargas/SES

A secretária da Saúde, Arita Bergmann, inaugurou nesta terça-feira (17/3), a nova unidade de internação de saúde mental do Hospital São Francisco de Paula, após reforma realizada com recursos do programa Avançar Mais na Saúde. O serviço vai proporcionar mais acolhimento a pacientes com questões psiquiátricas de São Francisco de Paula e dos municípios vizinhos.

Arita relembrou o impacto do programa Avançar no Estado“Não posso deixar de recordar o dia 24 de outubro de 2024, quando estive aqui pela primeira vez. Hoje temos resultados concretos para apresentar: são 160 hospitais e 82 hospitais de pequeno porte (com até 50 leitos) contemplados com recursos do programa Avançar Mais na Saúde, além das 405 unidades de saúde fortalecidas por meio da Rede Bem Cuidar. 

O investimento estadual de R$ 1,99 milhão no Hospital São Francisco de Paula viabilizou a ampliação e a adequação da unidade, que aumentou a capacidade de 15 para 20 leitos de internação psiquiátrica. Também foram investidos R$ 211,28 mil na aquisição de equipamentos e mobiliário, entres os quais estão 20 camas, 22 colchões, 20 poltronas e 12 computadores. 

Quarto hospitalar com duas camas lado a lado, ambas com grades laterais e roupas de cama brancas. Entre as camas, há uma mesa de apoio. Ao fundo, vê-se um armário alto, uma janela com grade e um aparelho de ar-condicionado instalado acima. As paredes são claras, o piso é liso e o ambiente é bem iluminado, indicando um espaço de internação organizado e funcional.
Reforma ampliou de 15 para 20 leitos de internação psiquiátrica no hospital. - Foto: Arthur Vargas/SES

A nova unidade vai melhorar significativamente o atendimento aos pacientes internados, uma vez que a reforma buscou resolver problemas em instalações elétricas, estruturas de piso e teto, além das adequações realizadas na climatização e nas condições de segurança do paciente. O hospital foi construído em 1936 e esta foi a primeira reforma realizada no setor de saúde mental. 

"Esses avanços só foram possíveis porque, desde o primeiro mandato, o governo realizou reformas e ajustes importantes. Isso nos permitiu, ao mesmo tempo, quitar dívidas com hospitais, municípios e fornecedores, e retomar a capacidade de investir em obras e equipamentos. Quando olhamos para tudo o que já foi feito e para tudo o que ainda queremos fazer, temos a certeza de que avançamos muito, mas também de que ainda há um caminho importante pela frente”, complementou Arita. 

“Sabemos que o ambiente hospitalar é desafiador. As pessoas chegam aqui com medo, angústia e muitas incertezas. E é justamente nesse momento que o trabalho de vocês faz toda a diferença: acolher, transmitir calma, dar confiança e levar esperança de que tudo vai dar certo e que, em breve, elas estarão de volta para casa com saúde. Essa capacidade de cuidar, de ter força e energia todos os dias para transformar vidas, não é para qualquer um — é uma verdadeira missão”, declarou o prefeito de São Francisco de Paula, Thiago Teixeira 

O coordenador da enfermagem da saúde mental, Daniel Pedroso, contou como a trajetória de cuidado do hospital evoluiu ao longo dos anosNo passado, enfrentávamos muitas dificuldades com a estrutura, o que impactava o cuidado oferecido aos pacientes e o trabalho das equipes. Fazíamos o melhor possível, mesmo sabendo que não era o ideal. Hoje, vivemos uma realidade muito melhor, com avanços importantes que trazem mais qualidade e dignidade no atendimento. É um momento de alegria e reconhecimento por todo o esforço coletivo. Agradeço a todos os profissionais envolvidos por fazerem parte dessa transformação”, enfatizou. 

Sala de convivência ou espera com piso claro e paredes em tons neutros. Há dois sofás marrons, poltronas reclináveis claras e uma mesa branca com bancos acoplados. Na parede, um grande painel decorativo com imagem colorida em formato espiral. Ao fundo, uma janela com grade e, no alto da parede, uma televisão e um relógio digital. O ambiente é amplo, bem iluminado e organizado.
Investimento do estado viabilizou a ampliação e a adequação da unidade. - Foto: Arthur Vargas/SES

Investimentos ampliam e fortalecem a rede de saúde mental 

O governo do Estado segue ampliando os investimentos na Política Estadual de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas, que atua para garantir cuidado integral nos 497 municípios gaúchos por meio da expansão e qualificação da Rede de Atenção Psicossocial (Raps). 

Para 2026, estão previstos recursos significativos destinados tanto para os serviços de saúde mental da atenção primária, que receberão R$ 46,5 milhões, quanto ao cofinanciamento da atenção especializada, com aporte de R$ 34,9 milhões. Somam-se a esses valores os investimentos do SUS Gaúcho, que ampliarão o financiamento da rede de saúde mental de R$ 28,8 milhões para mais de R$ 110 milhões, reforçando especialmente o Programa AcompanhaRaps. 

Essa iniciativa tem como objetivo ampliar a oferta de atendimento em saúde mental por meio da implementação de serviços municipais formados por equipes multiprofissionais, responsáveis por acompanhar os usuários desde a atenção primária até outros pontos da rede, como centros de atenção psicossocial (Caps), serviços residenciais terapêuticos, unidades de acolhimento e demais estruturas do Sistema Único de Saúde (SUS).  

Atualmente, 59 equipes já são financiadas pelo AcompanhaRaps, com a expectativa de chegar a 120 até o final do ano. Elas são formadas por três profissionais, que podem ser: psicólogos, médicos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, enfermeiros ou outros com formação ou experiência em saúde mental. Cada equipe recebe R$ 20 mil mensais para custeio do serviço. 

Entre suas principais atribuições, destaca-se o levantamento das necessidades locais em saúde mental – que mapeia demandas, planeja a organização do trabalho e fortalece iniciativas comunitárias com potencial de promoção de saúde mental. 

Resposta a emergências em saúde mental  

Lançado neste mês, o Programa de Resposta Integrada nas Emergências em Saúde Mental é uma ação conjunta entre o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) e as forças de segurança pública com o objetivo de melhor acolher pessoas em situação de crise.  

Organizado em quatro eixos, o programa contempla: instrução normativa com orientações para a atuação integrada; portaria de repasse financeiro para 80 municípios que são base do Samu incluírem em suas equipes enfermeiro especializado em saúde mental; capacitação para profissionais que atuam nas forças de segurança; e um site que disponibiliza um guia com orientações para as famílias dos pacientes. 

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