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Com avanço da BQ.1, Saúde reforça necessidade de cuidados contra a covid

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A Secretária Ana Costa e mais cinco pessoas (três mulheres e dois homens) estão sentados em volta de uma mesa redonda e olham para a tela de computador que está atrás.
Os dados foram apresentados nesta quinta durante a reunião da CIB - Foto: Ana Imperatore/SES

Diante do avanço da BQ.1, a Secretaria da Saúde prepara nota técnica pedindo à população que reforce os cuidados contra a covid, como o uso de máscaras em locais fechados, principalmente entre a população mais vulnerável, e o isolamento por sete dias das pessoas com diagnóstico confirmado. Também será reforçada a recomendação para que as pessoas com a vacinação atrasada procurem se imunizar.

De acordo com a diretora do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), Tani Ranieri, a subvariante da ômicron já corresponde a 70% dos casos de covid nas amostras sequenciadas pelo Cevs no Rio Grande do Sul este mês.

A BQ.1 têm mostrado maior capacidade de transmissão, levando a um aumento do número de diagnósticos positivos de covid nos testes, que passaram de 7% no começo de outubro para 24% no começo de novembro. A elevação acompanha o número de casos, que subiu 247% em três semanas.

Os dados, apresentados por Ranieri nesta quarta-feira na reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), ressaltam a necessidade da população completar o esquema vacinal. Estudos apontam a redução da proteção oferecida pelas vacinas contra a covid depois de quatro meses da aplicação, principalmente na população acima dos 60 anos.

Esta faixa etária representa a maior proporção de internações por covid entre agosto e novembro, com 70% dos casos. O mesmo ocorre nos 21 óbitos registrados este mês, com predominância ainda maior, de 75,6%. Cerca de 90% dos óbitos são de pessoas com alguma comorbidade.

“As vacinas contra a covid que hoje estão sendo disponibilizadas, independente do laboratório, conferem proteção contra as novas variantes”, disse a diretora do Cevs. “As vacinas que estão sendo liberadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) provavelmente só serão oferecidas a pessoas com o esquema vacinal completo. É importante que as pessoas completem a vacinação para que possam receber esta vacina como uma dose de reforço a mais, provavelmente no início de 2023”.

De acordo com levantamento do Cevs, a maior mortalidade por covid entre a população acima dos 60 anos entre março e novembro foi de pessoas sem o esquema vacinal primário, isto é, sem as duas primeiras doses, com 451 óbitos por 100 mil pessoas.

“Quanto mais dose, melhor resposta. Há uma tendência de aumento de surtos em ambientes hospitalares e instituições de longa permanência. Mas o segundo reforço diminui a taxa de mortalidade de forma significativa”, disse a diretora do Cevs. “Quanto mais doses pudermos dar a esta população para que resgate esta resposta imune, mais evitaremos óbitos ao longo do tempo”.

Secretaria da Saúde