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98 cidades gaúchas iniciam 2020 em alerta ou em risco quanto à dengue

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Pessoa aponta para pneu com água parada.
Evitar locas com água parada é a principal medida de prevenção. - Foto: Arquivo/Palácio Piratini

O Rio Grande do Sul tem 98 cidades onde a infestação do mosquito Aedes aegypti é considerada como situação de alerta ou de alto risco de transmissão da dengue, chikungunya e zika. O número representa os municípios onde mais de 1% dos imóveis vistoriados por agentes de endemias apresentaram larvas do inseto. No ano passado, mais de 1,3 mil casos dessas três doenças transmitidas por ele foram confirmados no Estado.

O fato reforça as ações preconizadas pela Secretaria da Saúde (SES), principalmente agora no verão. A temporada é a de maior atenção, já que a proliferação do mosquito aumenta em virtude das temperaturas mais altas. O principal cuidado deve ser em relação a locais com água parada, que é onde o Aedes deposita seus ovos.

Índices de infestação por município - LIRAa 2019 (.xls 74,50 KBytes)

Entre essas 99 cidades, a situação é de maior atenção em 9 delas. Elas tiveram no último Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), realizado entre outubro e dezembro de 2019, Índice de Infestação Predial (IIP) superior a 4%, que indica o percentual de imóveis vistoriados onde houve a presença de larvas do mosquito. Esses municípios estão localizados majoritariamente nas regiões norte e missioneira do Estado. Abaixo, em ordem, a lista das localidades com maiores indicadores:

Posição – cidade (região) / índice
1 – Bom Progresso (Norte) / 8,2
2 – Jaboticaba (Norte) / 7,4
3 – São José das Missões (Norte) / 5,5
4 – Quinze de Novembro (Missioneira) / 4,8
5 – Alecrim (Missioneira) / 4,7
6 – Salto do Jacuí (Missioneira) / 4,5
7 – São Leopoldo (Metropolitana) / 4,5
8 – São Nicolau (Missioneira) / 4,2
9 – Tuparendi (Missioneira) / 4,1

Ao todo, foram 358 cidades que realizaram o levantamento no último trimestre. Enquanto 3% e 25% delas apresentaram, respectivamente, índices de alerta e risco, os demais 72% (ou 260 municípios) tiveram a infestação considerada de baixo risco (quando em menos de 1% dos imóveis houve a presença do Aedes). Outras 16 cidades classificadas como infestadas (quando houve a identificação de larvas do inseto nos últimos 12 meses) não realizaram o detalhamento da infestação. Somados, são 374 municípios considerados infestados no RS.

Além dessas 358 cidades, Porto Alegre realiza um outro levantamento, chamado de Índice Médio de Fêmeas Adultas do Aedes (IMFA). Ele se baseia na vigilância de armadilhas distribuídas pela Capital e teve, na última semana de 2019, taxa considerada moderada (0.18).

Em relação à população, 92% dos gaúchos (ou 10,5 milhões de pessoas) residem nessas 374 cidades onde há a presença do mosquito. Os 9 municípios com alto risco somam 280 mil habitantes (ou 2,5% da população do RS). A lista segue com outras 2,4 milhões de pessoas que vivem nas 89 cidades com situação de alerta, representando 22% dos gaúchos. Por sua vez, 49% (5,5 milhões) da população mora em cidades de risco considerado baixo e 7% (803 mil) em cidades não infestadas.


Medidas de prevenção contra o mosquito

A transmissão da dengue, zika e chikungunya ocorre pela picada do Aedes aegypti. O mosquito tem em média menos de 1 centímetro de tamanho, é escuro e com riscos brancos nas patas, na cabeça e no corpo. Para se reproduzir, ele precisa de locais com água parada, não necessariamente suja. Muitos desses locais são dentro de pátios e até dentro das residências. Por isso, o cuidado para evitar a sua proliferação busca eliminar esses possíveis criadouros, impedindo o nascimento do inseto. Entre as medidas, recomenda-se:

- Tampar caixas d'água, tonéis e latões,
- Guardar garrafas vazias viradas para baixo,
- Guardar pneus sob abrigos,
- Não acumular água nos pratos de vasos de plantas e enchê-los com areia,
- Manter desentupidos ralos, canos, calhas, toldos e marquises,
- Manter lixeiras fechadas e
- Manter piscinas tratadas o ano inteiro.

Secretaria da Saúde