Semana debate aneurisma de aorta
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A detecção precoce é a principal arma para combater o aneurisma de aorta abdominal e pode representar a cura em 98% dos casos. A informação é do médico Eduardo Saadi, durante a abertura da 1ª Semana Estadual de Combate e Prevenção do Aneurisma da Aorta, realizada nesta terça-feira (25/10) no auditório do centro Administrativo Fernando Ferrari. Conforme Saadi, este tipo de aneurisma é uma doença grave e desconhecida da população. Na maioria dos casos a doença não apresenta sintomas. O médico salienta que a detecção pode ser feita por meio de ecografia abdominal, tomografia ou Raio-X , na maioria das vezes em exames médicos de rotina.
Nos aneurismas de menor calibre (menos de quatro centímetros) o tratamento é clínico, incluindo controle da pressão arterial, uso de medicamentos e exames periódicos. Quando a doença é mais grave, Saadi informa que são feitas cirurgias convencionais ou cirurgias endovasculares. Segundo ele, a cirurgia endovascular, já utilizada há 20 anos, é hoje a principal forma de tratamento do aneurisma de aorta. Trata-se de um implante de prótese, que ao invés de necessitar de cortes no tórax ou abdomen, usados na cirurgia convencional, utiliza incisões de três a quatro centímetros na região da virilha, anestesia local e menos riscos que a técnica tradicional. No final da palestra Saadi recomendou hábitos saudáveis para prevenir a doença: não fumar, tratar a pressão alta, o colesterol elevado e a diabetes, praticar exercícios físicos e avaliações clínicas periódicas.
A abertura do evento foi realizada pelo secretário da Saúde, Ciro Simoni, que foi proponente como deputado da lei de criação da Semana Estadual de Combate e Prevenção do Aneurisma de Aorta, aprovada no ano passado. Também participaram da solenidade o secretário-adjunto da Saúde, Elemar Sand, e do diretor clínico do Hospital Universitário de Canoas, Euler Manenti.