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Saúde e Administração Penitenciária qualificam atendimento de urgência nos presídios

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Secretários assinam Termo de Cooperação para implementar teleatendimento do Samu nos presídios gaúchos - Foto: Marília Bissigo/Divulgação SES

As secretarias da Saúde (SES) e da Administração Penitenciária (Seapen) firmaram uma cooperação técnica nesta quinta-feira (30) para implantar o teleatendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) nos presídios do Estado. Os servidores técnicos da área da saúde da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) poderão realizar chamadas de vídeo aos médicos reguladores do Samu em caso de emergência médica com os presos. Conforme cada caso, os técnicos na Central Estadual de Regulação irão orientar a melhor conduta a ser feita e, se necessário, irão definir pelo envio da ambulância. Este processo será realizado sem o intermédio da tradicional chamada ao 192. “O atendimento por videochamada é mais direto e mais eficiente, pois o profissional de saúde estará enxergando exatamente o que está acontecendo com o paciente”, explicou o diretor do Departamento de Regulação Estadual, Eduardo Elsade.

Entre as vantagens que esse novo método de atendimento irá trazer está a qualificação do atendimento médico às pessoas privadas de liberdade, evitar deslocamentos desnecessários dos presos para fora dos presídios e economia de recursos públicos. “Há uma enorme logística necessária para realizar os atendimentos médicos de urgência dessas pessoas. Muitos casos podem ser resolvidos apenas com orientação e capacitação dos profissionais da saúde que trabalham no sistema penitenciário”, ressaltou o secretário da Administração Penitenciária (Seapen), Cesar Luis de Araújo Faccioli. “A resposta do Samu faz diferença entre a vida e a morte.”

A secretária da Saúde, Arita Bergmann, falou que será uma ferramenta importante no combate à Covid-19 nos presídios, mas que o projeto também é muito necessário a todas as outras possíveis emergências que venham a ocorrer e persistirá depois do fim da pandemia. “Não conhecemos nenhum projeto parecido no país. Estamos sendo inovadores”, completou Arita.

O projeto será implementado no primeiro momento em apenas uma instituição, a ser definida na próxima semana, mas a proposta é expandir para todos os presídios sob gestão do Governo do Estado “em um curtíssimo prazo”, falou Faccioli. A proposta também inclui uma capacitação dos servidores técnicos da área da saúde da Susepe para a utilização da nova tecnologia. “Será um divisor de águas”, garante o secretário.

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