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Programa Viva a Criança vai conhecer a experiência de Alegrete

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Uma equipe técnica do Viva a Criança, da Secretaria Estadual da Saúde (SES/RS), programa que prevê a redução do coeficiente da mortalidade infantil do Estado de dois para um dígito (menos de 10), permanece esta semana, de hoje (11) à sexta-feira (14/5), em Alegrete para conhecer o projeto "Nascer e Viver em Alegrete". A experiência da Secretaria Municipal da Saúde foi apontada como responsável pela redução de 24 em 2000, para nove óbitos infantis em cada mil nascidos vivos, em 2003. A visita é o primeiro passo para a adoção da proposta em todo o Estado no atendimento aos bebês prematuros ou de baixo peso. "A idéia é levar este modelo como sugestão a outros municípios do Rio Grande do Sul, especialmente às 54 cidades com maior número absoluto de óbitos infantis", antecipa José Roberto Saraiva, chefe do Viva a Criança.

Alegrete foi um dos municípios contemplados pela SES, em abril deste ano, com o Prêmio Viva a Criança, na categoria menor Coeficiente de Mortalidade Infantil, em 2003, na região de abrangência da 10ª Coordenadoria Regional de Saúde, com sede em Alegrete. Este resultado foi garantido pelo monitoramento diário das crianças consideradas "de risco" nascidas no hospital do município e que são atendidas por agentes do Programa de Saúde da Família (PSF), uma ação que recebe incentivos financeiros da SES/RS.

O projeto Nascer e Viver em Alegrete buscou no Sistema Estadual de Vigilância Epidemiológica da Mortalidade Infantil o perfil das crianças de risco, identificando, cadastrando e acompanhando caso a caso, os bebês no domicílio e nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) logo após o nascimento. Na UBS, a mãe recebe orientações sobre aleitamento materno, vacinas, higiene, promoção do desenvolvimento e crescimento infantil, além do atendimento à saúde em geral.

Esta estrutura de rastreamento das crianças com perfil de risco - mães analfabetas ou com baixa escolaridade (menos de quatro anos de estudo), que tenham realizados poucas ou nenhuma consulta de pré-natal, provenientes de famílias de baixa renda e residentes em áreas sem saneamento básico - foi fundamental na construção de uma rede de atendimento que já mostrou seus resultados na prática. Desde que foi implementado, em 2001, 349 crianças já foram atendidas pelo projeto, sendo que destas apenas duas tiveram óbito (uma delas por doença genética). "Por tudo isso, a experiência de Alegrete é um exemplo eloqüente de que é possível reduzir num prazo curto, a mortalidade infantil", assegura Saraiva.
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