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PIM amplia atendimento para filhos de presas

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três pessoas sentadas falando para a plateia.
Técnicos do PIM apresentaram o programa na Susepe, nesta quinta-feira (11). - Foto: Marília Bissigo/Divulgação SES

O programa Primeira Infância Melhor (PIM), do Governo Estadual, está ampliando a atuação dentro do contexto prisional. Técnicos estaduais do programa estiveram na tarde desta quinta-feira (11), na Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), em Porto Alegre, para apresentar  aos servidores do Departamento de Tratamento Penal (DTP) a metodologia e a estratégia para o incentivo ao desenvolvimento infantil. 

Os servidores da Susepe foram sensibilizados sobre a importância de captar os dados sobre filhos de mulheres privadas de liberdade. O objetivo é oferecer acompanhamento técnico a essas crianças, caso elas residam nos municípios de abrangência do programa.

O PIM trabalha em parceria com a Penitenciária Feminina Madre Pelletier, em Porto Alegre, desde 2012, oferecendo oficinas semanais às mães que estão com seus filhos na Unidade Materno Infantil. Porém, o PIM prisional ganhou força a partir de 2016, quando passou a oferecer atendimentos na casa das crianças que estão do lado de fora da prisão.

“Ainda atendemos um número pequeno de famílias que a mãe é privada de liberdade, mas nosso desejo é realizar esse trabalho em larga escala, podendo abranger o maior número de crianças”, diz Gisele Mariuse Silva, coordenadora estadual do PIM. Hoje, o programa está inserido em quatro presídios femininos do Estado: além do Madre Pelletier, atua também em Guaíba, Lajeado e Torres.

A secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann, considera a iniciativa inovadora. “Tendo em vista o aumento do número de encarceramento feminino nos últimos anos, conclui-se que a ação do PIM com as mulheres privadas de liberdade e seus filhos é de suma importância para a busca de garantia do acesso a direitos e na tentativa de minimizar a vulnerabilidade dessa população”, salienta.

No Madre Pelletier, em Porto Alegre, oficinas semanais reúnem cerca de 10 mulheres privadas de liberdade e que vivem junto aos seus filhos menores de um ano. Nos encontros, elas recebem orientações sobre amamentação, alimentação desenvolvimento infantil, ludicidade e saúde sexual e reprodutiva.

Nos presídios que não possuem uma Unidade Materno Infantil, como os de Torres, Guaíba e Lajeado, um total de 190 mães já indicaram a família onde a criança está acolhida para receber os visitadores do PIM.

Em Porto Alegre, oito visitadores trabalham com famílias das detentas, selecionados para esse tipo de acompanhamento. A coordenadora Tatiane Bernardes explica que as visitas domiciliares são elaboradas de acordo com as especificidades das crianças. “Semanalmente propomos atividades lúdicas de acordo com a faixa etária, por exemplo”.

De acordo com Gisele Mariuse Silva, a estratégia prisional cumpre o papel de fortalecer vínculos e auxiliar na articulação de redes de apoio às presas e seus filhos. “Ciente da importância da atenção e estímulo ao aprendizado nos primeiros anos de vida, o PIM ampliou suas ações para todos os presídios exclusivamente femininos do Estado”, explica.
Gisele ressalta que são desenvolvidas as ações nos presídios femininos com o apoio da Política de Atenção Básica à Saúde no Sistema Prisional e da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe).

Criado em 2003 no Rio Grande do Sul, o PIM é uma ação de promoção do desenvolvimento integral na primeira infância que, por meio de visitas domiciliares realizadas semanalmente, visa ao fortalecimento das competências de famílias para educar e cuidar das crianças. O programa atende cerca de 1.400 gestantes e 19.500 crianças até os seis anos de idade no Rio Grande do Sul.

Secretaria da Saúde