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Estado e gestores municipais de saúde avançam na criação do Plano Estadual de Contrarreferência

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Reunião Plano de Contrarreferência
Para os gestores, o plano possibilitará ampliar no futuro o atendimento de pacientes de alta complexidade - Foto: Augusto Stefanello/ SES

Uma reunião entre a secretária da Saúde, Arita Bergmann, gestores municipais de Porto Alegre e Região Metropolitana, e representantes de hospitais prestadores de serviço, nesta terça-feira (9), avançou na discussão da proposta de um Plano Estadual de Contrarreferência.

Inicialmente, o Plano deve auxiliar na melhoria das condições de ocupação da rede hospitalar da Capital. Mas, através da regulação de leitos clínicos e da interoperabilidade (troca de informações entre sistemas), também servirá para ampliar no futuro o atendimento de pacientes de alta complexidade, os casos mais graves, em todo o Estado com a transferência dos casos menos graves para seus municípios ou regiões de saúde de origem.   

A proposta vem sendo elaborada pela equipe técnica da Secretaria da Saúde com apoio da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre e do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul (Cosems). Prevê que, após o tratamento necessário, de acordo com sua condição de saúde, o paciente de menor gravidade internado em um serviço de alta complexidade será encaminhado para uma unidade básica, um serviço menos especializado, o profissional que já o acompanha, dispositivo da rede de saúde mental ou às equipes de atenção domiciliar, caso necessite manter o cuidado.

A transferência será realizada através do Gerint, o sistema de gerenciamento de internações do Estado. O município de residência do paciente fica responsável pelo transporte de contrarreferência para a sua região e outras tratativas de retorno. 

Nos hospitais de média complexidade, os pacientes de contrarreferência poderão ser encaminhados para leitos de retaguarda (clínicos, de cuidados prolongados ou de UTI), conforme a necessidade do caso e de acordo com a regulação médica. Os hospitais deverão observar os critérios técnicos que permitam uma transferência segura.

O plano será estruturado por macrorregião de saúde no Estado, começando pela Região Metropolitana. Na sequência, será implantado nas macrorregiões da Serra, Vales e Região Sul, em um processo que poderá ser simultâneo. Nos próximos dias, a proposta deverá receber sugestões dos municípios para ser finalizada. Está previsto que o Plano Estadual de Contrarreferência seja lançado em maio. 

“Nos dois últimos anos, trabalhamos para implantar o sistema de referência de atendimentos no Rio Grande do Sul. Hoje temos um mapa das referências no Estado constituídas por regiões de saúde, macrorregiões da média a alta complexidade, de consultas a internações”, ressaltou Arita Bergmann. “Agora precisamos evoluir na regulação de leitos clínicos e criar interoperabilidade entre os hospitais”. 

“Tudo aquilo que vínhamos discutindo desde a semana passada agora está estruturado nesta proposta de plano de contrarreferência do Estado, que vai ajudar a desafogar as emergências não apenas de Porto Alegre, mas também as emergências dos hospitais da Região Metropolitana a colocar o paciente de alta complexidade na capital e receber seus pacientes de média complexidade, através da nossa ferramenta de monitoramento de leitos em tempo real que estamos trazendo para o estado”, disse o secretário municipal de Saúde de Porto Alegre, Fernando Ritter. 

Para a secretária de Saúde de Cachoeirinha, Bianca Breier, o encontro é um grande passo para melhorar a qualidade do atendimento aos pacientes. “Tanto por poder ampliar o atendimento aos pacientes de alta complexidade em Porto Alegre como por permitir que os municípios se preparem melhor para os pacientes de menor complexidade”. 

Também participaram da reunião os presidentes da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal), Leonardo Pascoal, também prefeito de Esteio, e do Cosems, Cacildo Delabary; e os secretários de Saúde do município, Gilson Menezes; Gravataí, Régis Fonseca Alves; Alvorada, Luciana da Silveira; Capão da Canoa, Tiarlin Abling; Guaíba, Simone Py; Colinas, Angelita Herrmann; Osório, Aline Bestetti; Santo Antônio da Patrulha, Antônio Selistre; e Viamão, Giselle Ihitz.

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