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Com recursos do SUS Gaúcho, Santa Casa de Alegrete inaugura ambulatórios de feridas crônicas e do Programa Saúde 60+

Serão realizadas 40 consultas mensais no local, beneficiando pacientes de 11 municípios da Fronteira Oeste

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Inauguração ambulatório de feridas alegrete
Durante a inauguração, Gabriel Souza (C) ressaltou os investimentos do Estado em saúde - Foto: Joel Vargas/Ascom GVG

Com recursos do SUS Gaúcho, foi inaugurado nesta sexta-feira (8) o ambulatório de feridas crônicas da Santa Casa de Alegrete. No local, serão realizadas 40 consultas mensais, além de 140 consultas de retorno de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), beneficiando não só os moradores de Alegrete como de dez outros municípios da Fronteira Oeste do Estado. 

A cerimônia de inauguração contou com a participação do vice-governador Gabriel Souza e da secretária da Saúde, Lisiane Fagundes. Na mesma ocasião, também foi inaugurado no local o serviço 60+ RS, que oferecerá atendimento especializado a 320 pacientes com 60 anos ou mais, especialmente aqueles considerados frágeis ou com diagnóstico de demência.  

"Durante muitos anos, o Estado não conseguiu investir porque enfrentava uma grave crise fiscal”, ressaltou Gabriel Souza. “A partir da reorganização das contas públicas, começamos a mudar essa realidade. Hoje o Rio Grande do Sul vive o maior ciclo de investimentos públicos da sua história. Aqui na Santa Casa de Alegrete isso significa novos equipamentos, ampliação da estrutura e serviços importantes, como o ambulatório de feridas crônicas e o Saúde 60+ RS”. 

O ambulatório atenderá pacientes do SUS com feridas crônicas – lesões de pele que não cicatrizam no tempo esperado – ou complexas, encaminhados pela atenção básica com risco considerado alto ou muito alto. As consultas serão realizadas por critérios de prioridade com agendamento pelo Gercon, o sistema de gerenciamento de consultas local. O repasse de incentivos financeiros para o serviço será feito pelo Assistir, outro programa estadual. 

"Como gestor, a gente precisa sair de trás da cadeira e ir aos territórios. Só vindo aqui a gente sabe o que os moradores daqui passavam até ter o ambulatório de feridas", disse Lisiane Fagundes. A secretária da Saúde lembrou que antes do serviço a referência de atendimento para a região era o município de Rio Grande, a 526 quilômetros de Alegrete 

"O paciente que precisa de tratamento no  ambulatório de feridas é um paciente que tem dificuldades de socialização, de fazer as atividades de casa,de tomar banho, de ir à praia, de trabalhar", disse.  "Se deslocar até Rio Grande aumenta o risco, onera o município, que tem que transportar. Aqui, a gente tem um hospital que acredita, que faz entrega e que atende a população”.

No caso do serviço 60+, a Santa Casa será referência em atendimento de pacientes idosos de dez municípios da região, além de Alegrete. Estratégico, o programa é voltado para qualificar o atendimento na atenção primária às pessoas idosas, reduzir casos de hospitalização e as filas de espera.

Além de Gabriel Souza e de Lisiane Fagundes, estiveram presentes no local o prefeito de Alegrete, Jesse Trindade, e outras autoridades. 

Anúncio de ambulatório especializado em saúde de pessoas travestis e transexuais

Também foi anunciado durante o evento o Ambulatório Especializado no Processo Transexualizador da Santa Casa de Alegrete. O serviço será voltado à atenção integral à saúde de pessoas travestis e transexuais, com atendimento multiprofissional e foco na ampliação do acesso, continuidade do cuidado e promoção da qualidade de vida.

Entre os serviços ofertados estão acompanhamento clínico e psicossocial contínuo, hormonização, exames laboratoriais e de imagem, além de suporte pré e pós-operatório para usuários com indicação de procedimentos cirúrgicos. O ambulatório também contará com teleconsultas e ações de apoio à rede de atenção básica. A expectativa é de que sejam realizadas ao menos 200 consultas médicas por mês.

O vice-governador destacou que a iniciativa reforça o compromisso do Estado com a inclusão e o acesso universal à saúde. “Um dos princípios que norteiam as ações do governo é o de não deixar ninguém para trás. Estamos ampliando serviços especializados para diferentes públicos e garantindo que todas as pessoas tenham acesso a acolhimento, cuidado e atendimento de qualidade. O ambulatório clínico de transexualização representa mais inclusão, mais pluralidade, mais respeito e mais amor, valores próprios de uma sociedade moderna do século 21", ressaltou Gabriel.

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